quinta-feira, 10 de maio de 2012

Drogados precisam de ajuda e o Estado anuncia novos projetos.

A cena flagrada em plena luz do dia revela a ausência de medidas eficazes para ajudar a curar os milhares de viciados em crak que perambula pelas ruas de Salvador.

"Precisamos entender que a maioria dos usuários são pessoas traumatizadas por algum motivo. Elas não nasceram marginais. Vivem dopadas como zumbis. Temos que nos sensibilizar e cobrar do poder público ajuda. Eles não precisam de cadeia e não podemos excluí-los dos direitos humanos", comenta o sociólog George Almeida sobre os usuários de drogas espalhados por Salvador. Ao contrário de Rogério, a dona de casa Maria Lourdes de Oliveira viu melhoras em seu filho A.S.S, 15 anos, depois que ele passou a frequentar o CAPs AD em Pernambués."É outra criança. Vejo que ele busca o autocontrole, quer sempre ir lá', comenta.

SEM RECURSOS.


Conforme a coordenadora do Programa de Saúde Mental do Município, Célia Rocha, para que o serviço dos CAPs AD melhorem e novas casas surjam, seria necessário ainda a realização de concurso público."Tenho casa, mas faltam profissionais. Foi feito concurso no ano passado e estamos na fase de convocação desses profissionais. Ainda assim, vai ser incipiente. Esse ano, vai ter que continuar chamando mais," afirmou.


PROMESSAS.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o programa Pacto pela Vida (PPV), intituído em 2011, pretende, até 2014, ampliar os CAPs AD no Estado. O governo diz que pretende construir casas de acolhimento transitório, oferecendo cuidados contínuos de saúde, 24 horas em ambiente residencial para pessoas com necessidades decorrentes do uso de crak, álcool e outras drogas. O governo garante ainda implantar leitos de desintoxicação e internação breve, ampliando assim, a rede de acesso a usuários  de álcool e outras drogas no SUS. A Sesab ressalta que Salvador foi a primeira cidade a ter Consultório de Rua, desde 1999, através do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas-Cetad/ Ufba.

                                                                   Fonte: A Tarde, salvador@grupoatarde.com.br
                                                                              Lúcio Távora.         

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